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A recuperação da bacia do rio Doce conta com o DPS – UFV

No final do ano de 2015 o Brasil vivenciou uma enorme tragédia ambiental: o rompimento da barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco. A barragem localiza-se na cidade de Mariana, e seu rompimento liberou aproximadamente 40 milhões de metros cúbicos em lama, composta por água e rejeito. O Rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e abastece inúmeras famílias da região foi gravemente afetado pelo desastre. Entre os órgãos administrativos públicos e as empresas envolvidas no ocorrido foi feito um acordo, o Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) que possui dois focos principais: atividades de reparo e compensação, abrangendo as frentes socioambientais e socioeconômicas atingidas pelo problema. Um dos frutos deste termo foi a Fundação Renova, responsável pela criação, gestão e execução dos programas de reparação e compensação das áreas degradadas, e segundo o site da fundação, entre 2016 e 2018, 4,8 bilhões de reais serão destinados para tais programas.

Saiba mais sobre o TTAC e a Fundação Renova

Um desastre inédito como este demanda um planejamento de enorme proporção. A situação é extremamente desafiadora e cada ação tomada é importante para o avanço na tentativa de recuperação do Rio Doce. Após a tragédia houve uma dificuldade natural entre os órgãos públicos e privados de estabelecerem uma comunicação clara e alinhar seus objetivos. Somado ao objetivo de auxiliar este processo, em novembro de 2016 oficinas de capacitação foram oferecidas para a compreensão da dinâmica do novo solo que se formou. Os professores do Departamento de Solos da UFV, Carlos Schaefer, Igor Assis e Walter Abrahão fizeram parte desta ação ministrando em campo capacitações para analistas ambientais que trabalhariam com a recuperação das áreas afetadas.

Professor da disciplina Recuperação de Áreas Degradadas, Igor Assis participou da Câmara Técnica de Restauração Florestal e Produção de Água, no âmbito do Comitê Interfederativo (CIF). Atualmente, por indicação do IBAMA, ele é membro do Conselho Consultivo Fundação Renova, criado para representar a voz da sociedade civil na reparação das áreas afetadas, opinando e propondo novos planos de ação. Igor considera que “a recuperação das áreas afetadas inclui obrigatoriamente um entendimento das condições edafoclimáticas e o DPS tem condições de contribuir muito para o conhecimento deste novo ambiente que foi formado pela disposição dos rejeitos nas calhas dos rios e em algumas margens.”.

Foram realizadas capacitações para a compreensão do ambiente que foi formado após o rompimento da barragem.

Logo após o reconhecimento da enorme degradação do Rio Doce, a FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – abriu um edital para a submissão de projetos de pesquisa na área. Três projetos do Departamento de Solos da UFV foram aprovados: o professor Mauricio Fontes coordena a pesquisa com utilização dos solos das planícies de inundação afetadas pelo rompimento das barragens, feito por meio da fabricação de produtos cerâmicos e de tintas imobiliárias de baixo custo. O projeto orientado pelo professor Carlos Ernesto Schaefer consiste num diagnóstico seguido de propostas de modelos de recuperação do solo formado pelos rejeitos de mineração e o terceiro projeto aprovado é o do professor Marcio Francelino, que visa o monitoramento da qualidade das águas contaminadas por meio de sensoriamento remoto.  As atividades estão no início de seus andamentos e a previsão de duração das pesquisas é de dois anos. O professor Igor explica a importância da conquista para o DPS: “É uma forma de capacitar os estudantes numa área que possui demanda muito grande de profissionais e de ações no Brasil, além de gerar conhecimento científico relacionado a área de solos num assunto bastante inédito.”

O investimento em pesquisas na região do Rio Doce também é uma das ações propostas pela Fundação Renova, que lançará mais editais de seleção de projetos para a recuperação da área em parceria com a FAPES e FAPEMIG.  O DPS poderá apresentar ainda mais projetos que podem dar continuidade nos benefícios que já foram iniciados: um retorno voltado tanto para o departamento quanto para a sociedade brasileira.

 


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